Referência na causa animal, o deputado estadual Rafael Saraiva (União/SP) realizou na tarde de hoje (10) um protesto pacífico em frente à Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, localizada na Avenida Governador Ivo Silveira, em Florianópolis, para cobrar transparência nas investigações e respostas concretas sobre o Caso Orelha.
O deputado percorreu de ônibus em caravana até SC para a ação, que reuniu cerca de 500 pessoas, entre ativistas, protetores independentes e apoiadores da causa animal de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
O protesto teve como objetivo exigir avanços nas investigações e esclarecer as circunstâncias envolvendo a morte do cão Orelha, bem como a situação do cão Caramelo, adotado pelo delegado-geral, Ulisses Gabriel, após a repercussão do caso.
Após a pressão do ato, o Ministério Público anunciou hoje que a conduta do delegado-geral será investigada por suposto desvio de finalidade, uso indevido da estrutura pública e eventual utilização da publicidade oficial para promoção pessoal, atendendo parcialmente às demandas levantadas pelo deputado e pelos manifestantes.
“Estamos cobrando justiça e transparência. O delegado-geral apresentou versões contraditórias, e a causa animal não pode ser instrumentalizada. Nossa mobilização é pacífica e busca garantir que este caso não caia no esquecimento. A sociedade merece respostas claras”, disse Rafael Saraiva.
O protesto contou ainda com a adesão de João Fantazzini, conhecido pelo caso do Cão Joca, do vereador de Londrina Deivid Wesley, e de grandes nomes da causa animal no país.
A mobilização foi realizada de forma pacífica, sem incidentes, e reforçou o compromisso do deputado com a defesa dos animais e com a fiscalização das instituições responsáveis pelas investigações.
Relembre o caso
O Caso Orelha ganhou atenção nacional após a morte do cão Orelha, em janeiro deste ano, em Florianópolis, em circunstâncias que geraram forte comoção. As primeiras investigações apontaram que o animal teria sido alvo de maus-tratos por um grupo de jovens. Quatro envolvidos foram reconhecidos, sendo um adolescente, de 15 anos, indiciado.
Durante a repercussão do caso, o cão Caramelo, que também esteve envolvido na ocorrência, foi adotado pelo delegado-geral, fato que gerou novos questionamentos por parte de ativistas e organizações de proteção animal, que cobram esclarecimentos e acompanhamento da situação do animal.










